Você, provavelmente, nunca havia ouvido falar este nome. Ou já?

Para início de conversa, vírus são microorganismos invisíveis ao olho nu e que podem causar doenças em várias espécies, dentre elas, a humana.

Os coronavírus, na verdade, são um grupo de vírus geneticamente semelhantes – uma família de vírus. Foram identificados na década de 1960 pela pesquisadora June Hart, em Londres, Inglaterra. São responsáveis por muitas infecções simples, como resfriados comuns, e as crianças são suas principais vítimas. Mas não são só os humanos, como dito anteriormente, que estes vírus atacam: eles também infectam outras espécies do reino animal, como os morcegos, os camelos, as ovelhas, dentre outros – mas não passam, normalmente, para o ser humano.

Diferentemente dos humanos, os coronavírus têm suas informações genéticas organizadas em moléculas de RNA (lembre o que é RNA aqui). Isto faz com que eles consigam se multiplicar muito rapidamente. Mas também tem seus problemas: a chance destes vírus se modificarem um pouquinho a cada vez que se reproduzem é muito grande. Isto se chama mutação. Estas mutações podem levar o vírus a ser mais transmissível, mas agressivo, entre outras características.

Pois bem. Neste caldeirão mórbido, os vírus podem ir se alterando até conseguirem “pular” de uma espécie a outra. Essa migração vai proporcionando ao vírus a chance de se adaptar a biologias diferentes daqueles nos quais ele já estava acostumado. E, num desses “pulos”, o SARS-CoV-2 – sim, é esse o nome do coronavírus causador da COVID-19 – chegou até a espécie humana.

Mas ele não foi o único. Ao longo das últimas 2 décadas, pelo menos 2 outros coronavírus conseguiram “escapar” dos animais e infectar a espécie humana: o SARS-CoV e o MERS-CoV.

Vamos mudar isto?